|
Nem a manhã ensolarada tirou a ansiedade e o nervosismo de mais 20 mil feras que fizeram as provas do Vestibular 2010 da Universidade de Pernambuco (UPE) neste domingo. Apesar de alguns incidentes, o primeiro dia da seleção em seis municípios (Caruaru, Nazaré da Mata, Garanhuns, Salgueiro e Petrolina, além do Recife) transcorreu sem maiores transtornos. O nível de abstenção, no entanto, foi alto. Ontem, dos 28.267 inscritos, faltaram 3.796 candidatos, o que representa uma taxa de 13,43% - índice maior que o do ano passado (11,27%). O gabarito foi divulgado ontem logo após o fim das provas, ao meio-dia. Hoje, os alunos que continuam na disputa encaram as provas de matemática I e II, o "calo" dos feras, além das questões de biologia I e II, geografia e sociologia.
Ontem, na entrada do Bloco G da Universidade Católica, que reunia 4.750 candidatos, apenas dois tiveram de se apressar para não perder a prova. Menos sorte teve a fera de medicina Taciana Cristina Costa da Silva,20 anos, que foi barrada na porta do Bloco G. Ela chegou um minuto depois de o fiscal trancar o portão com cadeado. Tomada pelo desconsolo e pela raiva, chorou por vários minutos antes de falar com o pai por telefone. Mais calma, contou à imprensa que se acordou às 5h30 para fazer uma revisão da prova. Moradora de Rio Doce (Olinda), disse que saiu de casa à 6h40 em direção ao terminal de ônibus. "Subi no ônibus às 7h. Quando desci na parada, ainda peguei carona em uma bicicleta para chegar logo. Achava que dava tempo", afirmou Taciana, que tentava medicina pela 4ª vez na UPE. Agora seu foco será a UFPE. "Estudei o ano inteiro, 8 horas por dia. Não posso desanimar", declarou, emocionada.
Ontem, na entrada do Bloco G da Universidade Católica, que reunia 4.750 candidatos, apenas dois tiveram de se apressar para não perder a prova. Menos sorte teve a fera de medicina Taciana Cristina Costa da Silva,20 anos, que foi barrada na porta do Bloco G. Ela chegou um minuto depois de o fiscal trancar o portão com cadeado. Tomada pelo desconsolo e pela raiva, chorou por vários minutos antes de falar com o pai por telefone. Mais calma, contou à imprensa que se acordou às 5h30 para fazer uma revisão da prova. Moradora de Rio Doce (Olinda), disse que saiu de casa à 6h40 em direção ao terminal de ônibus. "Subi no ônibus às 7h. Quando desci na parada, ainda peguei carona em uma bicicleta para chegar logo. Achava que dava tempo", afirmou Taciana, que tentava medicina pela 4ª vez na UPE. Agora seu foco será a UFPE. "Estudei o ano inteiro, 8 horas por dia. Não posso desanimar", declarou, emocionada.
Incidentes - Outros imprevistos foram registrados momentos antes da prova da UPE. Também no Bloco G da Católica, a professora Lúcia Campos, 38 anos, estava preocupada em saber se sua filha, a fera de ciências biológicas Lucimavy Tâmara Aguiar, 18 anos, estava mesmo fazendo prova no local. Às 7h34, Lucimavy foi informada por um fiscal do Instituto de Ciências Biológicas, em Santo Amaro, que seu nome não estava na lista do prédio e que ela deveria se deslocar à Unicap. "Não achamos táxi nem ônibus. Daí tive que pedir ajuda a um pai que trouxe uma vestibulanda de moto para levar a minha filha até a Católica. Minutos depois, o alívio. Um fiscal confirmou que Lucimavy estava no prédio.
Na Escola Joaquim Távora, na Rua Real da Torre (Madalena), um rapaz de nome e idade não-informados, teve um ataque epiléptico quando passava no portão do colégio, por volta das 7h30. Na queda, ele quebrou alguns dentes e sangrou bastante. Transeuntes levaram o rapaz a um hospital. Na Escola Politécnica (Poli/UPE), o estudante Hector Coelho, fera de engenharia civil, também errou o local de prova, mas foi autorizado pelo chefe do prédio a fazer a prova na Poli.
Perto das 8h, houve engarrafamento em algumas vias do Recife, como as ruas ao redor da Unicap e a Avenida Agamenon Magalhães. "Tive de deixar o carro no Parque Amorim e vir caminhando com minhafilha", relatou a geógrafa Carmelita de Lacerda, 48 anos, mãe da fera de medicina Jéssica, de 17 anos. Segundo o presidente da Conupe, Reginaldo Inojosa, a abstenção, apesar de alta, está dentro da margem esperada, que varia entre 12% e 18%.
Testes sem surpresas
Uma prova tranquila, bem elaborada e sem surpresas. Foi assim que estudantes e professores avaliaram o primeiro dia de exame da UPE. Ao todo, os feras responderam, dentro de quatro horas, 32 questões de múltipla escolha e proposição múltipla (verdadeiro e falso), além de um texto dissertativo. Até ontem, nenhuma questão havia sido contestada. Apenas dois itens de questões diferentes da prova de literatura estão sob suspeita de estarem mal redigidos.
Na Escola Joaquim Távora, na Rua Real da Torre (Madalena), um rapaz de nome e idade não-informados, teve um ataque epiléptico quando passava no portão do colégio, por volta das 7h30. Na queda, ele quebrou alguns dentes e sangrou bastante. Transeuntes levaram o rapaz a um hospital. Na Escola Politécnica (Poli/UPE), o estudante Hector Coelho, fera de engenharia civil, também errou o local de prova, mas foi autorizado pelo chefe do prédio a fazer a prova na Poli.
Perto das 8h, houve engarrafamento em algumas vias do Recife, como as ruas ao redor da Unicap e a Avenida Agamenon Magalhães. "Tive de deixar o carro no Parque Amorim e vir caminhando com minhafilha", relatou a geógrafa Carmelita de Lacerda, 48 anos, mãe da fera de medicina Jéssica, de 17 anos. Segundo o presidente da Conupe, Reginaldo Inojosa, a abstenção, apesar de alta, está dentro da margem esperada, que varia entre 12% e 18%.
Testes sem surpresas
Uma prova tranquila, bem elaborada e sem surpresas. Foi assim que estudantes e professores avaliaram o primeiro dia de exame da UPE. Ao todo, os feras responderam, dentro de quatro horas, 32 questões de múltipla escolha e proposição múltipla (verdadeiro e falso), além de um texto dissertativo. Até ontem, nenhuma questão havia sido contestada. Apenas dois itens de questões diferentes da prova de literatura estão sob suspeita de estarem mal redigidos.
Para a professora de língua portuguesa Mônica Soares, do Colégio Motivo, a prova de português foi bem balanceada entre interpretação e construção de texto. "Gostei. Foi uma prova que de qualquer forma não surpreendeu. Teve a mesma cobrança de assuntos, como concordância, análise linguística e relações semânticas", disse. Também contente com a prova, a professora de literatura Graça Migliorini afirmou que as obras abordadas (Nelson Rodrigues, Patativa do Assaré, Machado de Assis e Ariano Suassuna) estavam de acordo com o previsto no edital.
Na de inglês, houve a exploração maior de interpretação de textos, segundo o professor Marilson Corcino. "Cada um dos três textos falava de gripe suína, Michael Jakson e o crescimento econômico do Brasil. Foi uma prova acessível", disse. Comentário parecido com a da professora de espanhol Rúbia Andrade. "A prova estava totalmente contextualizada no Ensino Médio. Quem achava espanhol difícil se sentiu confortável".
Entre os feras, a avaliação também foi positiva. "A prova foi bem elaborada. O tema realmente não era dos mais fáceis, mas todo mundo sabe que a UPE sempre vem com um tema filosófico", afirmou Thiago Phelipe, 17 anos, fera de medicina.