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05:56
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By Rafael Santos
Sob a desconfiança de parte da comunidade internacional em meio a chamados ao boicote do presidente deposto, Manuel Zelaya, centenas de milhares de hondurenhos compareceram às urnas ontem para escolher os novos presidente, deputados e prefeitos do país. Com a exceção de confrontos em San Pedro Sula, a jornada de votação, sob forte presença policial e militar, transcorreu sem incidentes graves. O resultado está previsto para ser divulgado hoje.
A reportagem visitou cinco centros de votação em três regiões de Tegucigalpa ontem de manhã, com bastante variação no comparecimento. As urnas mais vazias eram as instaladas no bairro de classe média baixa Hato de Enmedio, reduto de Zelaya. Nos primeiros minutos da votação, iniciada às 7h (horário local), não havia fila em nenhuma das mesas. Em todos os centros de votação visitados, os dois partidos principais, Nacional (direita) e Liberal (centro-direita) instalaram barraquinhas forradas de propaganda eleitoral com computador para que os eleitores pudessem checar o seu centro de votação, prática permitida em Honduras.
Por outro lado, não havia militantes pró-Zelaya pregando a abstenção - em Tegucigalpa, os líderes da “resistência’’ convocaram um “toque de recolher popular’’, exortando seus seguidores a ficarem em casa.
“Votei pelo costume’’, disse a secretária Ondina Tinoco, 47, eleitora do candidato do Partido Liberal (centro-direita), Elvin Santos, segundo colocado nas pesquisas de opinião. “Mas a maioria aqui não vai votar porque apoia Mel Zelaya.’’
Já na escola Simon Bolivar, o maior centro de votação de Tegucigalpa (13.335 eleitores), havia mesas de votação com filas e bastante movimento. Numa das mesas, 50 dos 381 eleitores inscritos haviam votado até as 10h locais, segundo a responsável, Aurora Rubio, 28. Ela disse que o comparecimento estava parecido ao de 2005, quando Zelaya se elegeu.
Líder nas pesquisas, o candidato conservador Porfirio Lobo, 61, do PN, opositor de Zelaya, votou na cidade de Juticalpa. “Esta eleição é um passo para um governo de unidade nacional”. Em El Progreso, norte do país, o presidente interino, Roberto Micheletti, disse, após votar, que “apenas queremos viver em paz e em democracia, o mundo deve reconhecê-lo”.
05:50
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By Rafael Santos
Cerca de dez mil pessoas participaram ontem à tarde, da 10ª Caminhada Pela Paz, em Boa Viagem. O evento comemorou o Dia Municipal da Paz, ocorrido ontem. A concentração começou por volta das 15h, no 2° Jardim do bairro e reuniu pessoas de várias idades e religiões. Duas horas após, um trio elétrico animou o percurso de 2,5 quilômetros até o Polo Pina. Durante o trajeto houve um minuto de silêncio para lembrar as vítimas de violência. A coordenação do MovPaz prestou uma homenagem aos 100 anos de Dom Helder Camara. Alguns atores representaram personagens religiosos durante o desfile como Jesus Cristo, Papa Bento XVI, Dalai Lama, entre outros. A organização do movimento agradeceu o apoio da Folha na campanha pela paz.
Ao final da caminhada, houve um show com a participação de várias artistas locais como Nando Cordel - idealizador do movimento pela paz - e ainda os cantores Santanna e Cristina Amaral, além da cantora baiana Márcia Porto. Estiveram presentes também o governador do Estado, Eduardo Campos, entre outras autoridades estaduais e municipais. O arcebispo de Olinda e Recife, dom Fernando Saburido não pode comparecer ao evento devido a um problema de saúde.
As amigas Tânia Maria de Fátima, de 54 anos, e Larrubia Keyller, 47, chegaram cedo à avenida para celebrar a paz. “Acompanho essa caminhada desde o início. Agora, um amigo que participa do movimento me convidou e hoje sou voluntária. Fui motivada pela paz e pelo desejo de propagá-la para outras pessoas”, declarou Tânia. A amiga Larrubia lembrou que não basta apenas desejar a paz. “Temos que praticá-la o tempo todo. Dessa forma seremos pessoas mais solidárias e humanas”, disse ela.
O coordenador nacional do MovPaz, Clóvis Nunes, destacou a importância de desconstruir a violência em busca de uma cultura de paz no mundo. “Essa caminhada faz parte dessa cultura de paz. Por ano, de 30 a 40 mil pessoas são mortas no País. Temos que legitimar a lei do desarmamento. Se desarmarmos a população conseguiremos diminuir as mortes. É preciso também que haja mais políticas de prevenção para conseguirmos diminuir essa violência”, declarou Nunes.
05:45
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By Rafael Santos
Ontem pela manhã, todos os caminhos levavam aos 32 prédios no Recife e Interior onde estavam sendo aplicadas as provas do Vestibular 2010 da Universidade de Pernambuco (UPE). Quando em um domingo comum poucos se arriscariam a trafegar àquela hora na Capital, antes das 7h, o trânsito já estava um alvoroço só! Nos principais pontos do primeiro dia do concurso que está ofertando 3.530 vagas em 41 cursos, com o engarrafamento, pais e candidatos terminavam o percurso a pé para não perder o horário britânico de fechamento dos portões: 8h. Dos 28.270 inscritos, houve 3.796 faltosos, índice de 13,43% de abstenção, pouco mais de 2% a mais que o vestibular 2009.Segundo o coordenador administrativo da Comissão de Vestibular da UPE (Conupe), Gledeston Melo, o índice de abstenção é considerado normal. “É apenas um pouco maior que o do ano passado, que foi de 11,27%, mas, não representa nada significativo”, pontuou. O corre-corre deve ser ainda maior hoje e amanhã, dias mais propícios a engarrafamentos matinais.
A saída às 5h20 de Joabatão dos Guararapes, na Região Metropolitana do Recife (RMR), deu certo para Aila Pimenta, de 20 anos. Passado o sufoco até alcançar a entrada do bloco A da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), na Boa Vista, a fera comprava água para aguentar as quatro horas de perguntas objetivas que lhe aguardavam. “Estou tentando pela segunda vez uma vaga no curso de Educação Física, acho que estou preparada, estudei muito”, disse. Rafael Campos, de 20 anos, quer ser médico e, para isso, está na terceira jornada. “É um vestibular concorrido e a maioria se prepara bastante. A prova da UPE, inclusive, é mais tradicional que da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)”, opinou.
Só no bloco G da Unicap estavam fazendo o teste 4.750 vestibulandos, na grande expectativa das 32 questões divididas entre línguas Portuguesa e Estrangeira (Inglês ou Espanhol), além da Redação que, nesta edição, trouxe como opções os temas “Ser capaz e ser feliz depende de cada um de nós” e “O estresse informacional na sociedade contemporânea”. Foi para trás dos portões daquele prédio que ficou o desespero da estudante Taciana Costa da Silva, de 20 anos. Em sua quarta tentativa por uma chance em Medicina, chegou ao prédio da Católica pouco depois das 8h. “Acordei às 5h30 e fui fazer uma rápida revisão do conteúdo. Estava no Terminal de Rio Doce, em Olinda, às 6h40, mas, o ônibus só passou às 7h. Depois que desci, ainda peguei uma carona com um ciclista, mas, não deu tempo”, narrou sob lágrimas.
05:37
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By Rafael Santos
O improvável tom dramático do segundo tempo deu o sabor necessário ao bicampeonato do Santa Cruz na Copa Pernambuco. Depois de abrir 4x1 na primeira etapa, aparentemente acabando com a graça do duelo contra o Central, realizado no último sábado, no Arruda, o Tricolor permitiu uma reação. O jogo terminou 4x3, com a Patativa - que pressionou até os últimos segundos - ficando a um gol de levar a taça para Caruaru. Porém, quem fez a festa mesmo foi a torcida tricolor, que abarrotou o anel inferior do estádio. Mais de 17 mil pessoas estavam presentes para deixar claro que o título da Copinha era importante sim. E foi comemorado como tal.
O barulho das arquibancadas pareceu mexer com os jogadores, que entraram acesos em campo. Os atletas do Mais Querido estavam dispostos a fechar um ano sofrido com chave de ouro, entregando aos torcedores a esperança de um 2010 melhor. Já os centralinos estavam ali para silenciar os tricolores. E conseguiram, logo aos três minutos. A bola foi alçada na área de forma despretensiosa, mas o zagueiro Gonçalves falhou feio na hora do corte, deixando a bola limpa para Claudinho soltar a bomba e abrir o marcador para o Central. Com pinta de vilão da decisão, Gonçalves subiu ao ataque três minutos depois. O escanteio cobrado por Gilberto Matuto encontrou a cabeça do zagueiro, que igualou o placar, para ficar quite.
O momento iluminado do Santa, que garantiu o título para o clube, foi entre os 26 e os 30 minutos. Joelson marcou duas vezes, a primeira desviando um chute de Elvis e a segunda aproveitando o rebote do goleiro Elias. Gaúcho fez 4x1 para o Mais Querido colocando a ponta da chuteira no caminho da batida de longe de Marcos Mendes. A bola foi no contrapé do arqueiro da Patativa que nada pôde fazer. O primeiro tempo foi marcado também pela rigorosa expulsão de dois jogadores após um desentendimento no meio-campo. Sobrou para o volante Léo, pelo Santa, e o zagueiro Lima, do Central.
Se o primeiro tempo terminou em festa para os tricolores, o segundo foi de apreensão, devido ao domínio gritante da Patativa. Além de colocar velocidade no jogo, deixando o Santa acuado no campo defensivo, os caruaruenses também não sentiram firmeza no goleiro Jailson, que teve fraca atuação no campo molhado. Aos 19 minutos da etapa complementar, Geraílton diminuiu a vantagem Tricolor, após boa cabeçada. A torcida teve certeza que a conquista não seria fácil aos 23, quando Elton bateu rasteiro, de fora da área, e Jailson não conseguiu evitar o gol. 4x3, com muito jogo pela frente.
A inexperiência do elenco coral falou alto na reta final da partida. O time não conseguia manter a posse de bola, nem encaixar os contra-ataques. Aos 35 minutos, a torcida começou a perder a paciência, com algumas vaias a cada passe errado. O drama aumentou aos 40, quando Geraílton empurrou a bola para as redes após Jailson dar mais um rebote. Mas para sorte coral, o atacante centralino estava um pouco adiantado, e o gol foi anulado. Só ao fim do tempo regulamentar a massa tricolor começou a soltar o grito de campeão e, apesar de ter tomado mais um susto nos acréscimos, comemorou o título com a alegria genuína de sempre.
Ficha Técnica
Santa Cruz - 4
Jailson; Gilberto Matuto, Everton Sena, Gonçalves e Marcos Mendes; Léo, Anderson, Elvis (Natan) e Serginho (Memo); Gaúcho (Gilberto) e Joelson. Técnico: Dado Cavalcanti.
Central - 3
Elias; Eli (Paiva), Sidnei, Lima e Edson Leite; Élton, Pablo Miranda (Peixinho), Ione e Claudinho (Robertinho); Gil e Geraílton. Técnico: Reginaldo Souza
Local: Arruda
Árbitro: Niélson Nogueira Dias
Auxiliares: Luciano Cruz e Pedro Wanderley
Gols: Claudinho (aos 3 do 1º T), Gonçalves (aos 6 do 1º T), Joélson (aos 26 e 29 do 1º T), Gaúcho (aos 30 do 1º T), Geraílton (aos 19 do 2º T) e Élton (aos 23 do 2º T)
Cartões amarelos: Joelson (Santa Cruz), Paiva e Peixinho (Central)
Cartões vermelhos: Léo (Santa Cruz) e Lima (Central)
Público: 17.571
05:34
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By Rafael Santos
Chega ao fim três anos de um sonho. Estar entre os melhores do futebol brasileiro não é para qualquer um. O Brasileiro tem em sua elite apenas 20 clubes. E durante esse curto espaço de tempo, o Náutico esteve entre os melhores. A muito custo, é verdade. Foram três temporadas numa árdua luta para permanecer na Primeira Divisão. Ontem, o Timbu sucumbiu. Além da derrota para o Santo André, por 5x3, no estádio Bruno José Daniel, ainda viu o Fluminense, adversário que não poderia marcar mais que dois pontos até o fim da competição, bater o Vitória por 4x0 e fechar o caixão alvirrubro, que está oficialmente de volta à Série B.
As chances de continuar na Série A eram mínimas, e os alvirrubros sabiam disso. Mesmo assim, prometeram lutar e fizeram o que era possível dentro de campo. Tentaram, mas não conseguiram repetir a heroica vitória sobre o Corinthians, na rodada passada. Deixaram claras as limitações do time e viram o Santo André, que com a vitória permanece vivo na luta para não cair, ir marcando os gols em cima das seguidas falhas alvirrubras. Na primeira, logo aos três minutos, Márcio marcou mal Nunes, que, de cabeça, abriu o placar.
O Náutico tinha a posse de bola, mas o Santo André mostrou objetividade. Quando chegou pela segunda vez, ampliou. Aos 16, Wanderley recebeu ótimo passe de Rômulo dentro da área e tocou na saída de Glédson. O Timbu não jogava bem. Criava pouco e não assustava o goleiro Neneca. Mesmo assim, aos 29, de falta, Carlinhos Bala diminuiu. O Ramalhão, porém, contava com as falhas alvirrubras. E em mais uma delas, aos 36, Wanderley recebeu lançamento de lateral, entrou na área e com um toque de classe marcou.
No segundo tempo, com dez minutos, Geninho colocou o time no ataque. Tirou Rudnei e Irênio para botar Kuki e Anderson Lessa. Não deu nem tempo, no entanto, de ver se a mudança havia feito efeito. Aos 12, Rômulo arriscou de fora da área, e Glédson aceitou o “peru”. Com o Timbu todo para frente, o jogo ficou aberto. Aos 16, a equipe alvirrubra marcou o segundo gol, com Anderson Lessa, mas viu o Santo André ampliar mais uma vez aos 29, quando Nunes, aproveitando nova bobeira da zaga, fez 5x2. Na correria, os pernambucanos fizeram o último gol aos 34, com Nilson, após sobra de bola no meio da área. Final de jogo, Náutico na Série B.
Ficha Técnica
Santo André - 5
Neneca; Rômulo, Vinícius, Marcel e Arthur; Ricardo Conceição, Júnior Dutra (Ricardo Goulart), Camilo e Marcelinho Carioca (Fernando); Wanderley (Rodriguinho) e Nunes. Técnico: Sérgio Soares
Náutico - 3
Glédson; Patrick, Mácio, Cláudio Luiz e Michel; Nilson, Rudnei (Kuki), Juliano e Irênio (Anderson Lessa); Carlinhos Bala (Mariano Torres) e Ferreira; Técnico: Geninho
Local: estádio Bruno José Daniel (Santo André/SP)
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden/RS (FIFA)
Assistentes: Marcio Eustáquio Santiago/MG (FIFA) e Paulo Ricardo Silva Conceição/RS
Gols: Nunes (aos 3 minutos do 1°T e aos 29 minutos do 2°T), Wanderley (aos 16 e aos 36 minutos do 1°T), Carlinhos Bala (aos 29 minutos do 1°T), Rômulo (aos 12 minutos do 2°T), Anderson Lessa (aos 16 minutos do 2°T) e Nilson (aos 34 minutos do 2°T)
Cartões amarelos: Cláudio Luiz, Juliano, Nilson (N) e Marcel (SA)
05:17
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By Rafael Santos
Quatro pessoas morreram e outras quatro ficaram feridas, entre elas três crianças, em uma colisão envolvendo um veículo Palio e um caminhão, na manhã deste domingo (29), no Km 94 da BR-101, na Paraíba. As vítimas, todas da mesma família, são de Aliança, Zona da Mata Norte de Pernambuco.
De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o Pálio vinha no sentido Recife-João Pessoa, e colidiu com o caminhão durante uma ultrapassagem indevida, já que a faixa era contínua e a ultrapassagem é proibida.
Márcia Maria de Sousa, de 47 anos, e duas crianças, uma de seis e outra de 1 ano e sete meses, estão internadas em estado grave no Hospital de Emergência e Trauma. A terceira criança, de 12, está estável.
Morreram no local o motorista do Pálio, José Soares da Silva, 47, e Maria Suzana da Silva, 60. As outras duas pessoas mortas ainda não foram identificadas.
De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o Pálio vinha no sentido Recife-João Pessoa, e colidiu com o caminhão durante uma ultrapassagem indevida, já que a faixa era contínua e a ultrapassagem é proibida.
Márcia Maria de Sousa, de 47 anos, e duas crianças, uma de seis e outra de 1 ano e sete meses, estão internadas em estado grave no Hospital de Emergência e Trauma. A terceira criança, de 12, está estável.
Morreram no local o motorista do Pálio, José Soares da Silva, 47, e Maria Suzana da Silva, 60. As outras duas pessoas mortas ainda não foram identificadas.
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